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12/05/2016
    Certas decisões na vida da gente é muito difícil de serem tomadas, né? Mas apesar de todas as dificuldades, eu a tomei. Ás vezes na nossa vida vale a pena arriscar um pouco para fazer o que amamos. Como disse no post anterior, larguei a pós e fui cursar o Técnico de Produção de Moda na Faetec.
 
    Bem, nunca fui uma pessoa muito ligada ao mundo da moda, comprava roupas simples, não acompanhava as tendências e nem tinha um estilo próprio, mas apesar disso tudo, resolvi entrar no mundo da Moda.

   Profissionalmente, sempre quis ser professora, nunca tive dúvidas disso, mas na época da faculdade, uma amiga minha começou a cursar Moda e eu não sei porque tive uma súbita vontade de querer fazer Moda também. Mas como eu ainda cursava Matemática e demorei um pouquinho a me formar, esta ideia foi ficando no bauzinho e sendo deixada de lado.

    Quando me formei, comecei a trabalhar no particular e a fazer a pós, depois larguei a pós e nesse tempo já tinha conquistado minhas duas matrículas no Estado. Consegui, com isso, minha estabilidade no emprego, minha independência financeira e consegui junto ao meu marido sustentar a casa.
    Voltei então a trabalhar com o meu artesanato e criei a marca Thor Artes. Como a marca, depois de um tempo, começou a sair um pouco do artesanato e virar uma marca de Moda, quis estudar um pouco mais em busca de trazer novidades para a Marca, foi aí que a vontade de estudar Moda retornou. Como as faculdades de Moda eram muito caras, tinha medo de iniciar e depois não ser o que eu queria. Então, como eu já tinha conhecimento sobre esse curso da Faetec, decidi fazer o curso e se realmente eu gostasse e fosse o que queria de fato, entraria na faculdade de Moda.

    Como disse, fiz prova no final de 2013 e no fim de 2014 e nas duas vezes fui aprovada em 1º lugar. Como na primerira vez eu desisti, na segunda vez não poderia deixar pra lá novamente. Então, assim que saiu o resultado em 2015 fui correndo logo fazer a matricula, antes que desse tempo pra pensar e de repente vir a desistir de novo. Fiz meu primeiro período no primeiro semestre de 2015, amei e me apaixonei mais ainda, aprendi até a perder o pré conceito que eu tinha sobre moda, achando que tudo era só glamour. Tem glamour, mas antes disso e para isso teve que ter muito trabalho e muito estudo. 

    Foi meio hard esse primeiro período, pois trabalhava o dia inteiro e a noite tinha o curso, mas conclui com louvor. Já o segundo período, por motivos de doença, tive que largar algumas matérias. Apesar de algumas dúvidas que surgiram no caminho e algumas decisões que foram mudadas, vi que realmente era isso que queria e concluí o segundo período, pelo menos as matérias que eu estava fazendo. E hoje, estou cursando o segundo período novamente, mas só com as matérias que não fiz no período passado e continuo a dizer que cada dia estou amando mais e mais.

Meu primeiro dia de aula, entrando no curso com o meu jaleco azul e minha bolsinha vermelha.

Até a próxima!
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  • 28/04/2016
        Para quem leu a postagem “E a monografia – Parte 1” devem ter ficado curiosos para saber o que aconteceu com a monografia, certo? Quem não leu, leia correndo e volte para cá. Vamos lá?
        Bem, depois de conversar com o meu orientador e saber que não daria mais tempo para apresentar a monografia, pensei e decidi que tentaria começar a pós de novo. Afinal, não gosto de deixar nada pela metade e achei que o certo seria terminar o que comecei. Conversei com a coordenadora do curso e ela me disse que eu poderia fazer a prova novamente, cortar as matérias que eu já tinha feito, ou seja, todas as matérias, e fazer somente a monografia. E foi o que eu fiz. No final do ano de 2013, me inscrevi novamente, fiz a prova, passei, comuniquei ao meu orientador e marcamos uma reunião para continuarmos a pesquisa.
        Pra falar a verdade já não estava tão animada a fazer a pesquisa, o único motivo que tinha para continuar era que fazer a pós era o certo a se fazer, que era o curso normal de uma pessoa que acabou de se formar. Você faz a faculdade, depois a pós, mestrado e doutorado (pelo menos era isso que eu pensava). 
        Voltei na biblioteca e alguns livros que eu já tinha usado para a pesquisa, simplesmente tinham sumido, livros velhos e únicos, ou seja, tinha que pegar outros livros e recomeçar a pesquisa toda de novo. Então refazia a pesquisa e encaminhava para o orientador ler.
        Posso dizer que tentei, tentei muito, mas não era aquilo o que queria, aquela monografia não me deixava feliz, mas ao mesmo tempo não queria desistir e fui enrolando essa pesquisa por mais um ano.
        No final de 2014, fiz uma prova pro curso Técnico de Produção de Moda. Havia feito em 2013 e passado em primeiro lugar, mas desisti antes mesmo de começar achando que não iria dar conta. Desta vez estava decidida a fazer e aí veio a pergunta: Como vou fazer pra conciliar trabalho, monografia e Curso de Moda. Fazer o que eu tenho interesse em aprender no momento, mas que não tem nada haver com a minha formação ou fazer o que é “certo”?
        Acho que minha cabeça nunca doeu tanto para decidir. No início de 2015, saiu o resultado do curso de moda, passei em primeiro lugar de novo. Meu marido me proibiu de desistir do curso desta vez. E pelo que vocês já podem imaginar, depois de muito pensar, pensar, pensar, pensar, pensar (nossa pensei muito, foi uma briga diária comigo mesmo) resolvi seguir o coração e escrevi ao meu professor orientador:
    Boa Noite Prof. Bruno, tudo bom?
    Prof. depois de muito pensar, resolvi parar com a Pós. Pelo que tinha conversado com o menino lá da Secretaria da Pós, ele me disse que eu ainda teria mais um ano pra fazer a monografia, mas pensei muito e resolvi parar. É uma decisão muito difícil para mim, talvez me arrependa desta decisão mais tarde, mas sinto que hoje não tenho condições de continuar. Estou trabalhando muito e vejo que estou caminhando para outras áreas. Acho que a Pós foi a decisão mais certa que tomei, mas talvez não tenha sido a hora certa. Queria agradecer de coração pelo seu carinho, por toda a sua ajuda, por ter aceitado ser meu orientador e por ter tido a paciência e me orientado neste período. Quem sabe se um dia eu não volto. Muito obrigada mesmo por tudo.
     
    Beijos, Carol.
     
    E aí veio a resposta:
     
    oi Carol,
    obrigado pelo retorno. Desejo a você toda felicidade do mundo. Precisamos sempre equilibrar o trabalho com a felicidade no que fazemos. 
    Fica com Deus e se precisar de alguma coisa na área é só avisar.
    bj Bruno
        Com certeza, meu orientador não sabe, mas foi a resposta que eu estava precisando no momento.
     
        O que eu estou fazendo atualmente? Além de ter duas matrículas no Estado, continuo firme e forte cursando Produção de Moda, mas aí já é um nova postagem, né gente rs.
     
    Beijos da Taboada.
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  • Desisti do blog?
  • 26/04/2016
        Cadeira de rodas são invisíveis?
       Minha ideia para o blog é escrever uma postagem por semana, tanto que semana passada eu deveria estar escrevendo a segunda parte do post “E a monografia”, porém na semana passada minha avó veio passar uma semana na casa da minha mãe e como minha avó está doente e sem poder andar sozinha, fui ajudar a cuidar dela. Então, acabei deixando o blog de lado.
     
        Durante essa semana criei várias atividades para entretê-la e estimular o raciocínio e a sua parte motora. Minha irmã também deu a ideia de a levarmos no shopping, pois assim seria uma maneira de descontrair e arejar a cabeça. 
     
        Como minha avó está com dificuldades para andar e só anda com ajuda de alguém, fomos a shoppings que tinham serviço de cadeira de rodas gratuito, como o Via Parque e o Norte Shopping. Foi aí que descobri que cadeiras de rodas são invísiveis.
     
        Pude sentir, um pouquinho, o que um cadeirante passa e que não é nada agrádavel. Fiquei pasma, como as pessoas são tão mal educadas a ponto de verem uma cadeira de rodas passando e simplesmente ignorarem. As pessoas vinham na direção da cadeira e não desviavam, eu que tinha que desviar com a minha avó. 
     
        Outro caso, eram as pessoas com o corredor enorme pra passar ou até dentro de uma loja, e elas faziam questão de passar por onde estava a cadeira, aonde não sobrava quase espaço de passagem ou simplesmente elas não tinham passagem, mas era por ali que tais pessoas queriam passar, até esbarrar na cadeira, esbarraram. Novamente: Impressionante, como as pessoas são tão mal educadas.
     
        É óbvio que não foi a maioria das pessoas, mas digamos que metade, com certeza, fizeram tal ato. Sem contar, com as crianças largadas no shopping correndo, e se não bastasse eu já estar empurrando a minha avó bem devagarinho, ainda tinha que tomar conta para não atropelar um pirralho ou um pirralho atropelar a minha avó.

    Só fico imaginando o quanto um cadeirante sofre, pois o que passei com a minha avó na cadeira de rodas, não chega a 1% que um cadeirante sofre. Olha, aja paciência para aturar este povo mal educado, mas infelizmente educação não está na moda, né?

    Beijos da Taboada.
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