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22/03/2019

Olá Criativos, tudo bom com vocês? Tinha feito já um post falando sobre a 19ª Patchwork Design aqui no blog, mas algum bug aqui na plataforma não liberou a postagem para vocês.

Mas como ainda temos hoje e amanha, e se você ainda não foi, fica ligado no que você encontrará lá.

A 19ª. edição da Feira Patchwork Design acontece de 20 a 23 de março, no Rio de Janeiro, no Clube Monte Líbano, na Lagoa, das 13h às 19h, e vai reunir 45 expositores oferecendo serviços e produtos, desde a matéria prima até artigos acabados para decoração, vestuário, acessórios, entre outros.

A feira oferece também oficinas gratuitas de artesanato, diariamente, para quem quiser aprender algumas técnicas de patchwork com 15 vagas por dia, em cada oficina.

Uma das atrações do evento é a ação social Boneca de Pano é Gente que acontecerá junto com a exposição de mesmo nome. A ação, organizada pela artesã Cris Lind, visa criar uma corrente de positividade convidando os visitantes da exposição a participarem das oficinas gratuitas para confecção de pulseiras com carinhas de bonecas sem cabelo. As pulseiras serão acompanhadas de uma mensagem positiva e doadas para pacientes infantis internados em hospitais oncológicos.

“O fato das bonecas não terem cabelo, trará uma identificação para as crianças em tratamento quimioterápico e serão enfeitadas com lacinhos, fitas, gorros, flores e muito amor”, explica Cris.

Ano passado a ação social “Boneca de Pano é Gente”  trabalhou com a ideia de anjinhos. Nas oficinas gratuitas foram confeccionados cerca de dois mil bonecos com mensagens que foram distribuídos em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Esse ano, com os “carequinhas do bem” a ação social “Boneca de Pano é Gente” pretende motivar um número maior de pessoas. Artesãs de outros países como Dinamarca, EUA (Connecticut e Tennessee), Alemanha e Portugal já aderiram à causa e estarão multiplicando a ação social. As bonecas confeccionadas por esses grupos serão enviadas para o Brasil para distribuição.

EXPOSIÇÃO “BONECA DE PANO É GENTE”

A exposição “Boneca de Pano é Gente” vai reunir 20 bonecas com técnicas e características diversas de 20 artistas brasileiros, com destaque para a artista plástica Rosângella Menezes, de Belo Horizonte, que faz uma releitura de obras de pintores famosos através da boneca de pano.

A exposição “Boneca de Pano é Gente” faz uma homenagem a “boneca/gente” Emília, criada por Monteiro Lobato em 1920. Com curadoria de Perla Rafaelly e Nete Oliveira, a mostra fez enorme sucesso ano passado no Rio, São Paulo e em Curitiba e os organizadores receberam um convite para levar a exposição em setembro de 2019 no Le Conner Museum, nos Estados Unidos.

“Numa época em que a velocidade transforma o mundo a cada dia, a boneca de pano, um pequeno objeto que povoa o inconsciente coletivo de homens e mulheres em todo mundo, virou literalmente uma peça de museu. O convite para expor no Le Conner Museum é um grande incentivo para as artistas que se dedicam a essa arte e passam a ocupar um lugar de destaque”, afirma Zeca Medeiros, produtor da exposição.

Nete Oliveira explica que o mercado de bonecas de pano hoje é amplo e está em crescimento direcionado para o público adulto  e infantil. “Algumas pessoas fazem por hobby, terapia, para presentear ou para vender e fazer renda”, afirma. 

Segundo a curadora, no mundo do artesanato do pano onde o tecido é a matéria prima principal, as bonecas já tomaram um espaço significativo entre 35 a 40% e vem crescendo cada vez mais. “As feiras de artesanato e as redes sociais são grandes colaboradoras para esse crescimento. Existem expositores ou artesãos que sustentam suas famílias com as vendas de bonecas, material e moldes para confecção das mesmas e workshops para ensinar a confeccionar as bonecas”, finaliza.

EXPOSIÇÃO “TÊXTIL DESIGN”

A exposição “Têxtil Design” vai reunir 20 painéis de artistas brasileiros e estrangeiros que utilizam vários tipos de materiais, de técnicas milenares e modernas e de diferentes tecnologias. A integração dessas criações apresenta uma parcela da multiplicidade de expressões que a arte têxtil pode assumir.

Entre os destaque a obra “Relíquia” do mineiro Hélio Brito. Segundo Zeca Medeiros, curador da exposição, o trabalho de Helio carrega uma dramaticidade inquietante presente nas montanhas de Minas na atualidade.

“A obra de arte têxtil deve falar por si mesma sem a necessidade de explicações que a justifiquem como tal. Uma declaração sobre ela nega ao espectador sua própria interpretação e criatividade. O conceito da obra de arte está em sua nudez, não em sua roupa”,  completa Zeca Medeiros.

OFICINAS GRATUITAS

As oficinas gratuitas de artesanato são uma boa opção para quem quiser se arriscar a fazer um pequeno trabalho usando a técnica tradicional do patchwork.

A programação inclui seis oficinas por dia, de 20 a 22 de março e três no dia 23 de março, com 15 alunas por turma. A duração de cada aula é de 40 minutos, das 13h30 às 16h, com o material já incluso. A inscrição é por ordem de chegada.

Segundo Leila Chequer, coordenadora das oficinas, “a ideia é fazer com que mais pessoas se apaixonem pelo artesanato. Nesse momento de crise é uma boa opção como uma renda extra ou até como fonte principal. É uma oportunidade também da pessoa aprender a elaborar seus próprios presentes, além de poder fazer peças bonitas e acessíveis ao bolso”.

Os temas serão os seguintes: Dias 20 a 22 de março: aulas com o Ateliê Vitoriana (esconde chave, broche ou enfeite de bolsa e porta gel de bolsa) e Ateliê Rosana Caramicoli (alfineteiro de braço, porta biju e moedeira) e no dia 23 de março – com as professoras Amanda Steyka, do Ateliê Cheiro de Pano que vai ensinar a fazer uma boneca Coelha e Rita de Cássia (porta moedas de coração).

Zeca Medeiros, organizador do evento, explica que a adesão de artesãos a feira cresce a cada ano e a visitação também surpreende. Em 2018 a feira recebeu mais de 11 mil visitantes, 15% a mais do que em 2017 e o faturamento teve um crescimento de 23%. A expectativa para 2019 é de que o volume de negócios ultrapasse R$ 4 milhões.

Pesquisa realizada pelo Vox Populi em 2016 com 1.099 artesãos da Feira Nacional de Artesanato de Minas Gerais revela que 77% deles são mulheres, com idade média de 48 anos e que 1/3 trabalham sozinhos. Mas os que têm ajudantes, 75% contam com a ajuda de parentes/amigos.

Com a crise, o setor de artesanato teve um ótimo crescimento ajudando a sustentar famílias que estão desempregadas ou para complementar a renda, segundo pesquisa feita pelo Clube de Artesanato em 2017. Dos 3.649 entrevistados, 56% afirmaram que o artesanato ajuda a aumentar a renda e 31% sustentam entre duas e quatro pessoas com os ganhos obtidos com a venda das peças.

Os artesãos participam de diversas feiras por todo o Brasil, aumentando assim o número de clientes e as vendas, já que o consumidor está em busca de soluções originais e com bom preço.

SERVIÇO:

FEIRA PATCHWORK DESIGN: Feira de produtos e serviços, oficinas de artesanato gratuitas e as exposições “Têxtil Design” e “Boneca de Pano é Gente” e ação social.

Rio de Janeiro: De 20 a 23 de março

Clube Monte Líbano – Av. Borges de Medeiros, 701 – Lagoa

Horário: das 13h às 19h

Entrada: R$ 24,00 inteira e R$ 12,00 meia (Caravanas pré-cadastradas com no mínimo 20 pessoas pagam meia entrada.  Email para cadastramento bializ@bializ.com)

Espero encontrar vários criativos por lá. Um super beijo e até a próxima.

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